Comentários Eleison: PRECISA-SE DE CATÓLICOS
Número DCCCXLVIII (848) – 14 de outubro de 2023
PRECISA-SE DE CATÓLICOS
Alguns protestantes ainda têm bom senso, mas os católicos somente
Veem plenamente como os inimigos de Deus estão circulando livremente.
O Dr. E. Michael Jones (EMJ) é um professor universitário americano cujo nome e cujos livros podem ser familiares a muitos leitores destes “Comentários”, porque durante muitos anos, desde o Vaticano II, ele tem sido um escritor e conferencista prolífico sobre assuntos católicos. Alguns católicos podem não apreciar o fato de ele nunca ter compreendido devidamente o aparente desafio à Autoridade Católica por parte do Arcebispo Lefebvre, especialmente em 1988, quando este consagrou quatro Bispos para salvar a Tradição Católica. No entanto, nenhum católico familiarizado com o trabalho de EMJ pode deixar de apreciar a profundidade da sua fé ou a amplitude da sua cultura, e, sobretudo, a sua disposição para julgar a “cultura” moderna à luz dessa fé.
Por exemplo, com o seu último livro recentemente publicado, A Narrativa do Holocausto, ele ousa abordar o mais proibido de todos os assuntos tabus, nomeadamente a alegada morte por gaseamento de seis milhões de judeus nas câmaras de gás nazis do Terceiro Reich (1933-1945). Teremos de ler o livro para ver o que exatamente EMJ diz sobre esse mito incrivelmente influente, mas não há dúvida de que cada vez mais historiadores sérios têm questionado se o “Holocausto” é realmente um fato histórico. Emoção, sim, e muita, mas evidências, pouca ou nenhuma. Eis o que o próprio EMJ diz sobre o lançamento de seu livro:
...Estamos sobrecarregados com pedidos do livro. Na verdade, é possível que a primeira edição esteja esgotada antes do final da semana. Penso que o livro chegou precisamente no momento em que o (1) Estado Profundo se voltou contra Biden e os seus (2) manipuladores judeus. A (3) facção WASP da (4) CIA enfrenta agora uma emergência que a obriga a por os judeus de lado antes que a (5) ADL/AIPAC e outras organizações similares destruam o Império Americano. A situação é semelhante àquela após a Segunda Guerra Mundial, quando a elite WASP teve de intervir para livrar-se do (6) Plano Morgenthau antes que a Alemanha recebesse os soviéticos (7) de braços abertos. A Alemanha está precisamente na mesma situação agora, pronta para sair da NATO e fazer as pazes com a Rússia para que possa ter acesso à energia necessária para manter a sua base industrial. A recente coluna de David Ignatius no Washington Post pedindo a renúncia de Biden é uma indicação de quão desesperado o Estado Profundo está neste momento.
Nem todos os leitores compreenderão todas as referências feitas aqui por EMJ, mas o que ele está dizendo aqui merece ser bem explicado. 1. O “Estado Profundo” nos EUA atualmente é o verdadeiro governo do país que opera sob as aparências do governo visível. A prova da sua existência em muitas nações ocidentais é a forma como os partidos no poder podem mudar, mas as políticas não desejadas pelo povo raramente mudam. 2. Um “manipulador judeu” é um judeu que fica logo atrás de um político público para certificar-se de que não fará ou dirá nada que desagrade os judeus. Esses “manipuladores” são agentes-chave do “Estado Profundo” que perseguem os objetivos da Nova Ordem Mundial, sem importar-se se as pessoas a querem ou não. 3. Um “WASP” é um protestante anglo-saxão branco que quer que os judeus ajudem os “WASP’s” a conseguirem o poder mundial, mas não quando os judeus querem esse poder para si próprios. 4. A CIA é uma criação dos WASP’s, e foi fundada para promover a supremacia americana, não a supremacia judaica; mas há muito que está tão infiltrada por judeus ou pelos amigos destes, que já não trabalha para a América, mas para a Nova Ordem Mundial. EMJ diz que a CIA está agora em pânico com o perigo de os judeus destruírem os EUA para seu próprio benefício. 5. A ADL, ou Anti-Defamation League [Liga Antidifamação], e o AIPAC, ou American Israel Public Affairs Committee [Comitê Americano-Israelense de Assuntos Públicos], são duas importantes organizações judaicas com uma imensa influência sobre a direção da vida pública nos EUA como um todo. A CIA WASP já não aprecia o poder delas sobre os Estados Unidos. 6. Henry Morgenthau (1891–1968), um judeu, foi secretário do Tesouro dos EUA de 1934 a 1945. No final da Segunda Guerra Mundial, ele elaborou um famoso plano para esmagar totalmente a Alemanha derrotada. 7. Se este plano não tivesse sido abandonado pelo bom senso dos WASP’s, teria levado toda a Alemanha do pós-guerra para os braços dos comunistas soviéticos. O que EMJ está dizendo é que o bom senso é igualmente necessário hoje em dia para impedir que as mesmas pessoas que queriam destruir completamente a Alemanha, destruam completamente os EUA.
Kyrie eleison.
Comentários Eleison: MENSAGEM DO CÉU? – II
Número DCCCXLVII (847) – 07 de outubro de 2023
MENSAGEM DO CÉU? – II
Mas até então, sê paciente, alma minha. As más ações virão à tona,
Embora todo mundo as reprima aos olhos dos homens.
Hamlet, Ato 1, Cena 2, fim.
Nada do que aqui se segue é dogma da Igreja, nem é oficial nem infalível, mas meramente opinião do autor destes “Comentários”, especulando sobre a natureza da Igreja Católica e a sua atual agonia. Há duas semanas, estes “Comentários” (número 845, de 23 de setembro) citavam uma mensagem supostamente vinda do Céu, na qual uma Irmã desconhecida na França assegurava a um padre tradicional que ele continuava servindo a Nosso Senhor, ainda que para isso só aparentemente estaria desobedecendo à Autoridade da Igreja acima dele. Antes de comentar a mensagem, talvez seja necessário citá-la novamente, tal como apareceu há duas semanas, mas com alguns números que sirvam de referência.
1. A Santa Igreja Católica e Apostólica atravessa atualmente uma crise profunda e dolorosa nos seus representantes, e o senhor, Padre, é uma de suas vítimas.
2. Dom Thuc compreendeu a ruptura dentro da Igreja e, como Bispo, assumiu uma posição pessoal que não estava de acordo com as regras, porque ordenou Padres e Bispos sem incardinação, colocando assim todos numa situação irregular, mesmo que sejam fervorosos e queiram exercer um ministério de acordo com o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
3. Dom Williamson, tendo sido colocado numa situação semelhante ao ser desligado da Fraternidade Sacerdotal São Pio X pelo seu Superior na época, sem motivo válido, deveria ser capaz de compreender a sua situação, porque ele também consagrou Bispos e ordenou Padres. Assim como o senhor, por enquanto, estes também carecem de incardinação.
4. A situação atual dentro da Santa Igreja Católica é tão ruim que o Senhor está feliz com todos os Seus ministros que trabalham fielmente para Ele, com ou sem incardinação.
5. Esta é a resposta do Senhor à sua pergunta. Assim que a Santa Igreja recuperar dentro de si a força da Verdade, os sacerdotes que continuam à deriva poderão reincorporar-se a ela oficialmente, embora extraoficialmente nunca a tenham deixado. O Senhor os abençoe. Fique em paz e seja fiel.
1. A mensagem parte da atual “crise profunda e dolorosa” da Igreja. Negá-la é não compreender nada dos acontecimentos atuais da Igreja. A mensagem mostra verdadeira simpatia por um sacerdote que sofre na crise.
2. Alguns leitores podem escandalizar-se com a mensagem por começar com a menção ao Arcebispo Ngo Dinh Thuc (1897–1984), já que a sua longa carreira a serviço da Igreja não terminou de forma gloriosa. Em princípio, ele compreendeu a gravidade da crise da Igreja na década de 1960 e a necessidade de se tomar medidas de emergência, mas na prática terminou consagrando Bispos e ordenando Padres de modo desenfreado. No entanto, neste contexto, a mensagem utiliza o caso dele para mostrar que os princípios da crise remontam à década de 1960. O fato de Dom Thuc ter exagerado na prática não é estritamente relevante para os princípios subjacentes que continuam vigorando atualmente. A mensagem prossegue reconhecendo tanto a necessidade normal de um sacerdote de incorporação estrutural numa diocese ou Congregação (Autoridade), como a boa vontade dos sacerdotes que fazem todo o possível para servir a Deus (Verdade); ou seja, ela sustenta o equilíbrio entre a Verdade e a Autoridade.
3. E o mesmo se dá com o movimento na Igreja hoje conhecido pelo nome “Resistência” ou “Fidelidade”. Por um lado, esse movimento tem recorrido a medidas anormais ou de emergência para os seus Bispos e novos Padres, como fez o Arcebispo Lefebvre em 1988 (“Verdade”). Por outro lado, esses Bispos e Padres não têm incorporação normal, ou “incardinação”, na estrutura oficial da Igreja (“Autoridade”).
4. No entanto – e aqui está o “ponto final” de toda a mensagem – desde que tais Bispos e Padres trabalhem fielmente para Nosso Senhor, então a falta de incardinação não é tão importante, porque “a situação atual na Igreja é muito má”. Em outras palavras, primeiro a Fé, depois a estrutura; e primeiro a Verdade, depois a Autoridade.
5. Por fim, aqui está o princípio básico do bom senso que resolve o problema original do Padre supramencionado. A Autoridade da Igreja só existe para servir à Verdade da Igreja, e, com ela, a salvação das almas. E assim que a Verdade recuperar o seu legítimo lugar de destaque na Igreja, como acontecerá, então a Autoridade recuperará igualmente o seu lugar secundário, e tudo o que é verdadeiramente legítimo recuperará a sua legitimidade oficial temporariamente perdida. Deo Gratias!
Kyrie eleison.
Comentários Eleison: MAUS PASTORES?
MAUS PASTORES?
Queremos sempre mares calmos, fáceis de navegar,
Mas Deus quer tempestades, para nos por em provação.
Como há certas perguntas que voltam ser feitas, é preciso repetir certas respostas. Desde o início do “movimento tradicional”, logo após o Vaticano II, surgiu a questão de se se deve ou não assistir à missa nova do Papa Paulo VI: “Se ela não é necessariamente inválida, se pode ser válida, por que não posso assisti-la?”. De acordo com a teologia católica da Missa, a resposta dos tradicionalistas desde o início é que mesmo que a celebração de uma missa nova com Matéria, Forma e Intenção corretas seja válida, não se pode assisti-la normalmente porque está tão envenenada pela nova religião humanista do Vaticano II, que muitos católicos que a frequentam regularmente correm o risco de perder sua fé pela exposição a nada menos que uma versão falsa de Deus, do homem, do pecado e da redenção. A Missa Tradicional está centrada em Deus, a missa nova está centrada no homem.
No entanto, a aceitabilidade de assistir à missa nova tem sido respaldada nos últimos anos pela alegação de que houve uma série de milagres eucarísticos com hóstias consagradas numa missa nova celebrada por um padre ordenado com o novo rito de ordenação por um bispo consagrado com também com o novo rito de consagração, como, por exemplo, em Sokulka, na Polônia, em 2008. Ora, os tradicionalistas não só afirmam, como procuram demonstrar, que todos os três ritos novos (de Missa, de Ordenação e de Consagração) podem ser inválidos; mas, no caso, deparam com o fato de que em muitos destes supostos milagres eucarísticos há a evidência (verdadeiramente) científica de que a transubstanciação realmente ocorreu. Veja, por exemplo, o livro de 279 páginas publicado recentemente pela Sophia Institute Press, A Cardiologist Examines Jesus, no qual um cardiologista profissional expõe “a impressionante ciência por trás dos milagres eucarísticos”. Uma mente sã, após examinar essa “ciência”, partirá dela. Sokulka aparece no livro das páginas 81 à 95. Duas das vinte e sete chapas fotográficas do livro vêm de Sokulka.
Com tais evidências, devemos assumir que pelo menos alguns dos supostos milagres eucarísticos são autênticos. O argumento em favor da missa nova assume então a seguinte forma: se a missa nova é tão ofensiva a Deus e tão prejudicial aos católicos, como afirmam os tradicionalistas, então como é que Deus, o único que pode produzir a evidência por detrás de tais milagres, poderia tê-los operado na missa nova? E como pode ser errado que eu a assista? A resposta mais acima não mudou. Tudo o que a evidência científica fez foi provar, além de qualquer dúvida possível, que a transubstanciação realmente ocorreu na missa onde o milagre aconteceu. Então a pergunta é: como pode um Deus amoroso querer envenenar a fé de Suas próprias ovelhas?
A resposta é clássica. Deus não quer o mal, mas quer permitir o mal para extrair dele um bem maior. O mal é a exposição das almas católicas ao veneno humanista que ameaça a sua fé. Este mal foi querido pelos clérigos infiéis que mudaram o Rito da Missa, mas não foi querido por Deus. O que Ele quis foi lembrar aos Seus pastores (bispos) e às Suas ovelhas (leigos) que a Missa é o verdadeiro Sacrifício de Seu Filho, e ambos devem parar de comportar-se como se a Missa fosse apenas um piquenique glorificado. Em Sokulka, por exemplo, o pároco, no momento do milagre e durante vários anos depois, declarou que a devoção à Sagrada Eucaristia aumentou notavelmente em toda aquela região desde o milagre. E a hóstia milagrosa está agora exposta para adoração numa capela lateral da igreja paroquial.
Assim, Deus Todo-Poderoso não gosta do que uma multidão de clérigos e leigos têm feito à Sua igreja ao longo dos tempos, começando por Judas Iscariotes, mas Ele quer colocar a Sua infinitamente preciosa Igreja nas mãos de clérigos com livre-arbítrio para merecerem Seu próprio Céu servindo-Lhe bem, embora correndo o risco de demérito por seu desserviço, e Ele quer permitir que Suas ovelhas tenham maus pastores se isso for o que elas merecerem, para que sofram e voltem a querer bons pastores. Mas Ele nunca deixará Suas ovelhas completamente sem liderança, caso queiram chegar ao Céu. Veja como Ele nos deu o Arcebispo Lefebvre para ser pioneiro no retorno à Tradição, e agora o Arcebispo Viganò para dar um exemplo de coragem, ao dizer a Verdade Católica a um poder anticatólico aparentemente esmagador.
Kyrie eleison.
Comentários Eleison: MENSAGEM DO CÉU?
MENSAGEM DO CÉU?
É claro que Nosso Senhor está zelando por Sua Igreja.
De maneira nenhuma Ele a deixará em absoluta desordem.
Desde o Concílio Vaticano II (1962-1965) – quando a mais alta Autoridade da Igreja Católica (seus Bispos de todo o mundo reunidos em um Concílio Ecumênico sob os Papas João XXIII e Paulo VI) rompeu com a Tradição Católica e com a Verdade Católica, ao impor à Igreja Universal uma nova versão humanista do catolicismo, supostamente “atualizada” para adaptar-se aos tempos modernos –, os católicos que se esforçam para permanecer fiéis a Nosso Senhor vêm tendo que adotar uma postura mais ou menos esquizofrênica. Ou eles se aferram à Autoridade Católica e deixam a Verdade de lado, ao menos em parte; ou se aferram à Verdade Católica e “desobedecem” às suas autoridades, ao menos em parte; ou escolhem qualquer uma de várias combinações possíveis, todas elas incômodas.
Em 1970, o Arcebispo Lefebvre fundou na Suíça um Seminário e uma Congregação Sacerdotal para formar uma nova geração de sacerdotes a fim de proteger a Igreja das consequências do Vaticano II, que, tal como ele previu, colocou em perigo a própria sobrevivência da Igreja. As autoridades da Igreja em Roma, que continuavam empenhadas no Concílio, esperaram antes de reagir, mas quando viram que o Seminário de Écône estava prosperando sem dar sinais de desaparecer, começaram então a usar todos os meios consideráveis ao seu alcance para fechar Écône. O Arcebispo não cedeu, e então se seguiram 13 anos de conflito entre Roma e Écône, pois ele se recusava a desafiar a Autoridade romana, seguindo por conta própria fora das estruturas normais da Igreja. Quanto à Roma oficial, não poderia engoli-lo, porque aceitar a Tradição condenaria a sua falsa religião; nem poderia cuspi-lo, porque condenar a Tradição arriscaria desmascarar as suas falsas novidades.
E assim, o Arcebispo presidiu o crescente êxito da sua Fraternidade ao mesmo tempo que fazia tudo o que podia para evitar infringir as normas habituais, enquanto Roma observava e esperava o momento em que finalmente seria capaz de escapar impune de despedaçar a sua obra. Esse momento chegou quando o Arcebispo, próximo da morte, sabia que teria de consagrar os seus próprios Bispos para garantir a sobrevivência da sua Fraternidade depois que partisse, pois não acreditava mais que pudesse haver alguma resistência às autoridades conciliares por parte dos demais Bispos do mundo, “obedientes” a Roma. E assim, em junho de 1988, ele consagrou quatro dos seus próprios Padres como Bispos. Foi como se fosse a consagração de todo o “movimento tradicional” dentro da Igreja, ou seja, de numerosos católicos em todo o mundo que compreendiam que, embora as autoridades devessem ser respeitadas tanto quanto possível, ainda assim a Verdade tinha de vir em primeiro lugar.
Ora, em novembro do ano passado, chegou supostamente do Céu, uma mensagem de uma Irmã para um sacerdote tradicionalista na França, que estava ansioso em seguir a Verdade Católica contra a aparência da Autoridade Católica. A mensagem, celestial ou não, apresenta uma descrição admirável de respeito à Autoridade enquanto protege a Verdade; mas que os leitores destes “Comentários” julguem por si mesmos e ajam em conformidade:
A Santa Igreja Católica e Apostólica atravessa atualmente uma crise profunda e dolorosa nos seus representantes, e o senhor, Padre, é uma de suas vítimas. Dom Thuc compreendeu a ruptura dentro da Igreja e, como Bispo, assumiu uma posição pessoal que não estava de acordo com as regras, porque ordenou Padres e Bispos sem incardinação, colocando assim todos numa situação irregular, mesmo que sejam fervorosos e queiram exercer um ministério de acordo com o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Dom Williamson, tendo sido colocado numa situação semelhante ao ser desligado da Fraternidade Sacerdotal São Pio X por seu Superior na época, sem motivo válido, deveria ser capaz de compreender a sua situação, porque ele também consagrou Bispos e ordenou Padres. Assim como o senhor, por enquanto, estes também carecem de incardinação. A situação atual dentro da Santa Igreja Católica é tão ruim que o Senhor está feliz com todos os Seus ministros que trabalham fielmente para Ele, com ou sem incardinação.
Esta é a resposta do Senhor à sua pergunta. Assim que a Santa Igreja recuperar dentro de si a força da Verdade, os sacerdotes que continuam à deriva poderão reincorporar-se a ela oficialmente, embora extraoficialmente nunca a tenham deixado. O Senhor o abençoe. Fique em paz e seja fiel.
Kyrie eleison.
Comentários Eleison: DEVOÇÃO AO ROSÁRIO
O Rosário existe há séculos.
Não se conhece santo que o tenha desaprovado.
Em outubro do ano passado, estes “Comentários”, seguindo o exemplo de um padre da FSSPX na França, apresentaram uma visão geral das 13 Cartas Encíclicas escritas pelo Papa Leão XIII (1878-1903) entre 1883 e 1898 como um remédio para uma Igreja e um mundo que estavam afastando-se de Deus em direção ao século das duas guerras mundiais. Agora estamos no século XXI, e as Encíclicas de Leão podem parecer mais valiosas do que nunca, se lhes dermos a devida atenção. Segue abaixo um breve resumo da Laetitiae Sanctae de 1893, na qual Leão mostra como os Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos do Rosário sucessivamente nos iluminam, consolam e sustentam contra as misérias do nosso tempo. As considerações gerais de Leão podem abrir-se a muitas aplicações particulares na oração do Rosário.
Mistérios Gozosos
A sociedade moderna está ameaçada por um crescente desprezo pelos deveres e pelas virtudes domésticas que constituem a beleza de uma vida humilde. A esta causa podemos atribuir, no lar, a disposição dos filhos de se absterem da obrigação natural de obediência aos pais, e a sua impaciência para com qualquer forma de tratamento que não seja do tipo indulgente e efeminado.
* Para males como estes busquemos remédio nos Mistérios Gozosos do Rosário. Posicionemo-nos diante desse lar terreno e divino de santidade, a Casa de Nazaré. Aqui contemplamos a simplicidade e a pureza de conduta, o respeito mútuo e o amor – não do tipo falso e efêmero, mas aquele que encontra tanto a sua vida como o seu encanto na abnegação do serviço.
Mistérios Dolorosos
Uma segunda característica maligna do nosso tempo reside na repugnância ao sofrimento e na ânsia de escapar de tudo o que é difícil ou doloroso de suportar. A maoria sonha com uma civilização fantástica na qual tudo o que é desagradável será eliminado, e tudo o que é agradável será suprido. Por este desejo desenfreado de viver uma vida de prazer, as mentes dos homens se enfraquecem, e se não sucumbirem totalmente, tornam-se desmoralizadas e afundam-se nas adversidades da batalha da vida.
* Um meio poderoso de renovar o nosso ânimo está, sem dúvida, na contemplação sobre os Mistérios Dolorosos da vida de Nosso Senhor. Neles contemplamos Cristo imerso na tristeza, a ponto de gotas de sangue escorrerem como suor de Suas veias. Nós o vemos dilacerado pelos flagelos, coroado de espinhos, pregado na cruz e condenado pela voz da multidão como merecedor da morte. Também aqui contemplamos a dor da Santíssima Mãe, cuja alma foi trespassada pela espada da dor. Ao testemunhar estes exemplos de fortaleza, quem não sentirá o coração aquecer-se com o desejo de imitá-los?
Mistérios Gloriosos
O terceiro mal é aquele que é principalmente característico dos tempos em que vivemos. Os homens do nosso tempo perseguem os falsos bens deste mundo de tal modo que o pensamento sobre sua verdadeira Pátria não é apenas deixado de lado, mas banido e totalmente apagado da memória. Homens de mente carnal, que nada amam além de si mesmos, perdem completamente de vista o mundo que está por vir, e afundam nas profundezas da degradação.
* É deste perigo que serão felizmente resgatados aqueles que têm diante de si os Mistérios Gloriosos. Só aqui descobrimos a verdadeira relação entre o tempo e a eternidade, entre a nossa vida na terra e a nossa vida no Céu; e é assim que se formam caracteres fortes e nobres.
Conclusão de Leão: Então, entre os múltiplos males que assolam a sociedade moderna e pressionam as nossas vidas, o Santo Rosário é como se fosse feito sob medida para iluminar-nos, consolar-nos e sustentar-nos no nosso caminho para o Céu. Que Maria, Mãe de Deus e dos homens, autora e mestra do Rosário, nos proporcione a sua feliz realização.
Kyrie eleison.
Comentários Eleison BR (comentarioseleisonbr.blogspot.com)
ACERCA DOS VÍNCULOS DE MONS. HUONDER COM OS JUDEUS E OUTROS EVENTOS GRAVES
Mons. Huonder, que dentro de breve tempo irá se aposentar na
FSSPX [Fato concretizado em 20 de maio de
2019 – Nota FBMV] , mostrou durante sua vida uma preferência
especial por Israel e pelo povo judeu. Já sua tese de doutorado,
apresentada em 1975, intitula-se: "Israel Filho de Deus: Sobre a
interpretação de um tema do Antigo Testamento na exegese judia da Idade
Média".
Já sendo bispo, foi nomeado Presidente Delegado da
Conferência Episcopal Suíça para a "Comissão de Discussão entre Judeus e
Católicos Romanos" (JRGK, na sua sigla em alemão). Em 2010, a Comissão
apresentou o seguinte relatório:
Relatório anual de 2010 da Comissão de Discussão Judeo-Católica Romana (JRGK).Mons. Vitus Huonder Presidente da referida Comissão (JRGK) por parte da Conferência Episcopal Suíça (SBK, sigla em alemão).Temas: Em 2010, a JRGK discutiu vários temas relacionados com a relação entre judeus e católicos e a liberdade religiosa na Suíça. A atenção se centralizou nos seguintes temas e tarefas:
1. O projeto e a preparação do primeiro Dies Judaicus [Dia do Judaísmo. O primeiro foi celebrado na Suíça em 2011, e depois foi estendido a outras nações. Nota do NP] na Suíça no segundo domingo da Quaresma, em 20 de março de 2011, onde a principal tarefa da JRGK foi preparar todos os documentos necessários para o Dies Judaicus, que logo serão traduzidos para o francês pela SBK.
O "Dia do Judaísmo", sobreposto ao segundo domingo da Quaresma, existe graças aos esforços do Bispo Huonder e de seus amigos judeus.
Isso foi dito e feito. Em 20 de março de 2011, foi celebrado o primeiro Dies Judaicus na Suíça, para o qual Mons. Huonder publicou as seguintes palavras (extratos):
Mensagem para o Dies Judaicus, 20 de março de 2011
Os dons e o chamado são irrevogáveis
Mensagem de Mons. Vitus Huonder por ocasião do Dies Judaicus de 2011.
No segundo domingo da Quaresma, 20 de março de 2011, a Conferência Episcopal Suíça estabelece o Dies Judaicus, o Dia para o Povo Judeu.
Se o primeiro objetivo do Dies Judaicus é voltar ao passado, considerando o povo das doze tribos e a origem da fé cristã, a realidade efetiva da solidariedade com o povo judeu nos faz recordar a permanente e sempre presente responsabilidade da Igreja para com o povo judeu.
As terríveis agressões contra esse povo durante a Segunda Guerra Mundial levaram a Igreja a renovar essa responsabilidade e a fazer estas declarações que podemos ler no documento conciliar Nostra Aetate.
Em vista da realidade de que o antissemitismo se espalhou novamente nos últimos anos, a Igreja sente mais uma vez a necessidade de pedir solidariedade em nosso país para com o povo judeu. Em vista dos temores e necessidades de muitos judeus, ela tem o dever de tomar posição contra "todas as expressões de ódio, perseguição e manifestações de antissemitismo"....
O dom permanente da graça. Queria de destacar aqui as palavras de São Paulo, que se referem aos nossos irmãos e irmãs judeus: "Porque os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis" (Rm 11:29). Se os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis, isso só pode significar uma coisa: que o Deus e Pai de todos os homens continua seu plano de salvação para Israel. Deus também continua hoje seu plano de salvação com o povo eleito. Ele não os deixa na mão. Ele também o conduz atualmente...
A partir desse momento, queremos orar para que essa graça e esse chamado irrevogável a Israel deem frutos ainda hoje, para que promovam a justiça e o respeito mútuo e, assim, contribuam para a unidade e a paz entre todos os povos.
Em 2009,
essa mesma Comissão de Discussão Judaico-Católica se reuniu na Sinagoga de
Berna para discutir os seguintes temas:
1. A nova versão da Oração da Sexta-feira Santa do Papa Bento XVI "Pelos Judeus", de 4 de março de 2009.
2. O levantamento da excomunhão contra quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X pelo Papa Bento XVI em 21 de janeiro de 2009, em que sobre tudo a negação pública do Holocausto por parte de um desses bispos, Richard Williamson, assim como a relação da Fraternidade de São Pio X com a Declaração do Concílio "Nostra aetate"... Esses acontecimentos se converteram num desafio e uma carga para o diálogo judaico-católico. [Agora se entende melhor por que a FSSPX se livrou de Dom Williamson e agora dá as boas-vindas a Dom Houder! Nota do NP] A principal preocupação da JRGK era manter a confiança básica e os fundamentos do diálogo católico-judaico, especialmente à luz das conquistas dos últimos sessenta anos e das tarefas conjuntas que estão por vir. Todos os membros da JRGK lutaram abertamente para chegar a um acordo sobre questões críticas.... Finalmente, está claro que o diálogo judeu-cristão na Suíça deve continuar... Entretanto, uma conversação real em igualdade de condições exige a aceitação absoluta da outra religião e seu pleno respeito.
3. Olhando para o futuro do diálogo judaico-católico, há outros desafios, como a beatificação do Papa Pio XII...
4. A JRGK alcançou um objetivo importante com a introdução do Dies iudaicus na Suíça desde 2011... A partir de 2011, o Dies iudaicus será celebrado no segundo domingo da Quaresma. A Conferência Episcopal pede a JRGK que forneça às paróquias material adequado para o Dies iudaicus em cooperação litúrgica.
O relatório anual de 2013 afirma:
Trataram-se dos seguintes temas: o estabelecimento de paróquias especiais com missa tridentina pelo ex-presidente católico da JRGK, Mons. Dr. Vitus Huonder e os problemas do diálogo católico-judaico; o relacionamento entre o Vaticano e a Fraternidade São Pio X.
O
relatório anual da Conferência dos Bispos Suíços de 2016, nos informa:
27.6.2016, A Pontifícia Comissão Ecclesia Dei prorroga a Mons. Vitus Huonder, Bispo de Chur, seu mandato para continuar as discussões teológicas e pastorais com os círculos ligados à Fraternidade Sacerdotal São Pio X.
Foi por isso
que Francisco também prorrogou o mandato de Mons. Huonder como bispo de
Chur? Tudo parece indicar que sim. Em 17
de dezembro do mesmo ano, o Bispo Huonder foi recebido em uma audiência privada
por Bergoglio. Menos de um ano depois, em 4 de maio de 2017, a Conferência
Episcopal Suíça publicou um comunicado que anunciava a prorrogação do mandato
de Dom Huonder:
"O Papa Francisco decidiu não responder agora ao pedido de renúncia de Mons. Vitus Huonder e torná-la efetiva na Páscoa de 2019. O Presidente da Conferência Episcopal Suíça, Mons. Charles Morerod, reagiu da seguinte forma: "Tomamos conhecimento dessa decisão e a respeitamos, é claro".
Friburgo, 4 de maio de 2017, Conferência Episcopal Suíça, Walter Müller, Responsável de Informações."
Em 3 de
maio, Mons. Huonder publicou seu próprio comunicado, no qual tornou conhecida a
decisão de Francisco e no qual diz: "Sou grato por ter me dado a possibilidade de levar
adiante e acompanhar alguns trabalhos que ainda não estão concluídos dentro da
diocese como em outras áreas".
Será por
isso que há vários anos a FSSPX vinha se preparando para receber o Bispo
Huonder em uma de suas casas publicando, para esse fim, artigos a seu favor?
Por sua vez,
o Pe. Nay, fundador e administrador do site GloriaTV, afirmou em maio de
2017 o seguinte a respeito da prorrogação dada por Francisco ao mandato de Mons.
Huonder (extrato):
As conjecturas sobre as razões da prorrogação começaram rapidamente. Por que Roma não tem pressa em desfazer-se do bispo de Chur, por quem o Papa Francisco teria pouca simpatia? A resposta: porque Roma tem mais coisas para fazer com pressa. O quê? A regularização da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X. O que isso tem a ver com Huonder? Mais do que alguém poderia pensar. A Casa Geral da Fraternidade não está situada na diocese de Chur, mas muito próxima a ela. Huonder é, como se diria no jargão da esquerda, o mais importante "portador de esperança" suíço para a Fraternidade.
Durante anos, Huonder, por qualquer motivo que seja, tem celebrado a missa tridentina. Ele também visita as casas da FSSPX (a mídia não notou isso). Isso impressiona a Fraternidade. Huonder é o bispo suíço mais próximo do bispo suíço Bernard Fellay. A prorrogação de Huonder é certamente um sinal encorajador para o Bispo Fellay. Ele anima em sua opinião (não estou brincando) de que o Papa Francisco também está "bem disposto" em relação à sua Fraternidade, apesar do fato de que ele comumente descreve os Piedosos (e outros) como fariseus de mente estreita.
Nesse contexto, a prorrogação de Huonder é, portanto, uma medida de construção de confiança (ou medida tática).
Na diocese de Chur, Francisco não precisa se apressar. As coisas não estão tão mal ali. A formação de padres na escola superior de teologia nunca foi tão ruim quanto é hoje.
Desde que Huonder assumiu o cargo - como me disseram - 10 padres da ala católica deixaram a diocese. Os homossexuais permaneceram. Os padres, que vivem com uma concubina declarada publicamente, celebram sob o olhar de Huonder a missa por ocasião de seu jubileu sacerdotal. Os liberais não precisam temer Huonder. É por isso que a reclamação da esquerda sobre Huonder não é realmente compreensível.
É uma clara
demonstração de sua tendência liberal que a FSSPX tenha expulsado um bispo católico por "negar
o holocausto" e depois se prepare para receber, e de fato recebe no seio
de sua fraternidade, um bispo conciliar, ecumenista e liberal, um modernista
filo-judeu defensor da "Nostra Aetate":
"A declaração (Nostra Aetate) não deve ser considerada uma traição à fé cristã. Ela é amigável. É pacífica. É aberta. É de boa fé, é benevolente...". Trecho desse sermão de Mons. Huonder.
Como um
liberal convicto, o Bispo Huonder também é amigo dos maometanos. De acordo com
o Relatório Anual de 2017 da Conferência Episcopal Suíça, no Dicastério para o
Diálogo Inter-religioso, no Setor "Religiões Não-Cristãs, Comissão para oDiálogo com Muçulmanos e Grupo de Trabalho Religiões Asiáticas e Africanas AG
AAR", o Bispo Huonder atua como "Corresponsável".
E um último dado sobre a postura desse bispo em relação à moral: deve-se saber que, em 15 de março de 2013, Mons. Huonder suspendeu as funções canônicas do padre Reto Nay como castigo por um vídeo da GloriaTV que denunciava os bispos alemães que permitiam o uso da pílula do dia seguinte em "certos casos".
A
CONTRADIÇÃO TÍPICA DO CATÓLICO LIBERAL, REFLETIDA NO BRASÃO DE ARMAS DO BISPO
HUONDER: PRETO E BRANCO... CORDEIRO DE DEUS E ANIMAL SEMELHANTE A UM BODE...
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"É ótimo poder oferecer um lar a um bispo como esse".
P.
Firmin Suter FSSPX, Diretor do Instituto Sancta Maria, Wangs, Suíça.




